terça-feira, 8 de março de 2016

Enxaqueca! Como reconhecer a crise





1-      Evolução = a enxaqueca evolui em crises.
A pessoa, de tempos em tempos, apresenta o sintoma – a duração da crise é de 4 a 72 horas
(se não medicada).
Entre as crises a pessoa está bem.
É fundamental pelo menos 5 crises na vida para o diagnóstico e evidências que o problema é crônico.

2-    Característica da dor = dor de intensidade moderada a forte, geralmente de uma da cabeça
(apenas de 40 % das vezes dói os dois lados),
Característica pulsátil (latejante, como se o coração batesse dentro da cabeça),
que piora com atividades do cotidiano (melhora com repouso).

3-    Sintomas associados = além da dor, o paciente costuma sentir intolerância à luz, ao barulho e, eventualmente, à odores forte.
É muito frequente a presença de náuseas e até vômitos (o que dificulta a tomada de remédios).
Em cerca de 20% dos casos de enxaqueca podem surgir sintomas neurológicos transitórios antes, durante ou depois da dor.
Esses sintomas são geralmente visuais, como pontos brilhantes ou visão turva, mas podem ser formigamentos e até bloqueio da fala
(chamamos esse sintoma de aura, e são absolutamente típicos da enxaqueca).

4-    Afastar outras doenças = é fundamental afastar outras doenças importantes na hora de dar o diagnóstico de enxaqueca.
Para isso o médico usa toda a sua experiência e o exame neurológico, em casos mais complicados podem ser necessários exames complementares
(guiados para afastar outras causas, uma vez que a enxaqueca não aparece nos exames).
Várias doenças podem simular dores de cabeça mais crônicas, tais como: trombose venosa cerebral, meningite crônica, hipertensão intracraniana, sinusopatia, etc. (por isso nada de auto-diagnóstico)

5-    Complicações = a enxaqueca mal conduzida pode complicar, sendo as duas principais complicações:
1- Estado de mal de enxaqueca = é quando a dor dura mais que 72 horas,
muitas vezes necessitando de internação e medidas mais drásticas;
2-      Enxaqueca transformada: algumas vezes a enxaqueca sai do controle
e começa a aparecer quase todo o dia.
Fica um pouco mais fraca mais não vai mais embora
(a principal causa para isso é o uso excessivo de analgésicos comuns – acima de 2 X por semana).
Como podemos perceber, a enxaqueca é uma síndrome complexa.
Envolve a cabeça, intolerância a estímulos, alterações de estômago
e até sintomas neurológicos focais. 
Além disso,
tem doenças sérias que podem simular uma enxaqueca descontrolada,
atrasando muito o diagnóstico correto.
Por fim, o tratamento incorreto pode levar à complicações
como a dor de cabeça crônica diária, que causa profundos impactos físicos, sociais e emocionais a quem já experimentou essa complicação.
Por tudo isso é fundamental dar atenção ao sintoma e buscar ajuda especializada.
O tratamento correto inclui mudanças personalizadas no estilo de vida,
escolha de medicamentos preventivos em casos selecionados
e definição da terapia anti-dor caso , ainda assim, ela apareça.
Os resultados são muito bons quando damos a devida atenção a essa incapacitante doença.
Alimentos que podem desencadear a dor



O efeito desses alimentos como desencadeador das crises de enxaqueca varia de acordo com a sensibilidade de cada indivíduo.
 Assim, para identificar e considerar um alimento desencadeante deve-se levar em consideração os seguintes critérios, 
de acordo com a Associação Britânica de Estudo da Cefaléia:

·    A enxaqueca inicia-se após 6 horas do consumo;
·    A exclusão do alimento na dieta leva à melhora.
A identificação do alimento pode ser facilmente identificada por alguns indivíduos e,
Outro fator que pode desencadear a enxaqueca é a hipoglicemia, 

·    O efeito ocorre repetidamente;
 nestes casos, o alimento deve ser excluído da alimentação por algumas semanas. 
Nos casos em que vários alimentos possam estar envolvidos, 
o nutricionista deve instituir uma dieta de eliminação 
e reintrodução de maneira cuidadosa 
para que não haja desequilíbrio alimentar.
devendo-se, então, evitar longos períodos em jejum, 
através do fracionamento das refeições.


Fonte = Neurologista Leandro Teles – CRM 124.984 – www.leandroteles.com.br

Mueller LL. Diagnosing and managing migraine headache. J Am Osteopath Assoc. 2007;107(10 Suppl 6):ES10-6.

4 comentários:

  1. Maravilhoso post. Graças a Deus não sofro deste pequeno detalhe, mas conheço pessoas que sofrem muito com a enxaqueca.
    Lindo dia para você.

    Bjs

    Tânia Camargo

    ResponderExcluir
  2. Maravilhoso post. Graças a Deus não sofro deste pequeno detalhe, mas conheço pessoas que sofrem muito com a enxaqueca.
    Lindo dia para você.

    Bjs

    Tânia Camargo

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  3. "Ontem foi embora.Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos!!!Qualquer ato
    de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz" (Madre Teresa de Calcutá)
    Fico sempre feliz com sua doce presença lá no meu cantinho! Obrigada!

    Um grande abraço querida, Marie.

    ResponderExcluir
  4. Menina, você sabe que até um tempo atrás eu nunca tive dor de cabeça... agora anda acontecendo mais do que gostaria hehe. Não sei não mas acho que pode ser enxaqueca :/

    Obrigada por visitar meu cantinho... o teu também é lindo :)

    Volte sempre e sinta-se sempre muito a vontade tá ?

    Beijão !

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